Aqui o dinheiro é de mentirinha. Você pratica Pix, boleto, cartão e compras num aplicativo parecido com o de um banco de verdade, e errar não custa nada.
A moeda daqui é o R$E, o Real Escola. Nenhum valor entra ou sai de conta bancária nenhuma, e não existe ligação com banco, Pix ou Open Finance de verdade.
Nada de formulário comprido. Cada tela pede uma coisa só, com letras grandes, botões grandes e um desenho que mostra o que aquilo faz.
Dá para mandar o Pix para a pessoa errada, cair na oferta relâmpago ou pagar a conta atrasada. Nada disso custa dinheiro, e cada erro vira conversa depois.
Quem foi empurrado para o banco no celular sem nunca ter aprendido, e hoje depende de alguém da família para pagar uma conta.
Quem está descobrindo o que é dinheiro, quanto custam as coisas e o que acontece quando se gasta tudo antes do fim do mês.
Quem aprende melhor com um caminho previsível, sem surpresa, sem pressa e com a mesma resposta toda vez.
CPF, nome, nascimento e WhatsApp, um dado por tela, com teclado de teclas grandes.
O código de seis dígitos chega com o aviso de que banco nenhum liga pedindo esse número.
Pix, boleto lido pela câmera e cartão com senha, sempre com uma tela de conferência antes.
A loja em oferta e o carrinho de espera treinam a diferença entre precisar e querer.
Não. A moeda é o R$E, o Real Escola, e existe só dentro da plataforma. Nenhum valor entra ou sai de conta bancária, e não há ligação com banco, Pix ou Open Finance reais.
Porque é o que se está treinando. A pessoa vai encontrar essas telas no banco dela. Para não haver confusão, o selo TREINO fica fixo no alto da tela e todo valor aparece como R$E, nunca como R$.
A plataforma foi desenhada para isso. Cada função tem cor, forma, desenho e um nome falado fixo, e quem ensina conduz por voz: "toque na bolinha verde do Pix". Nenhuma tarefa exige leitura para ser concluída.
Serve. O mesmo desenho que ajuda quem não lê ajuda quem está aprendendo a ler, e a loja em oferta funciona igual para os dois: mostra o que a propaganda faz com a gente.
Cifrado. O número não fica legível no banco de dados, e o que aparece em qualquer lista ou relatório é a forma mascarada.
Essa é a pergunta certa, e ela guiou o projeto. Por isso toda mensagem com código traz, na mesma tela e na mesma mensagem, o aviso de que banco nenhum liga pedindo esse número. Um dos encontros simula exatamente alguém pedindo o código, para a pessoa praticar recusar.